Sábado, 12 de Julho de 2008

Mais uma lista

É verdade, o mundo não seria o mesmo sem o Never Mind the Bollocks e os Sex Pistols. Nunca me cansei de ouvir este disco. É um grito que tem tanto de urgente, como de gracioso. Para acompanhar deixo a referência à obra de Greil Marcus, publicada entre nós na Fenda, Marcas de Baton, História secreta do sec. XX, a história contada a partir dos Sex Pistols e do Situacionismo de Guy Debord. E é muito interessante a ideia de ver o mundo pela janela dos Pistols e de Debord.

Já que começei pelo activismo sobnoro, aqui fica a referência a um dos discos da obra máxima dos Deviants de Nick Farren, uma versão mais intelectual do anarco musicalismo. Os Deviants tem uma carreira longa e um som muito característico.

A sério que me apetecia meter aqui o Requiem do Mozart e terminar com o From Enslavement to obliteration dos Napalm Death. Era uma demonstração de forças para os mais conservadores. Mas só pelo trabalho que me dava arranjas as capinhas dos albúns, desisti da ideia, que muito me agrada. Mas fica aqui o seminal disco homonimo dos Suicide de Alan Vega e Martin Rev, o tal que viria a ser decisivo para a carreira dos Spaceman 3, que constantemente lhe fez tributo.

Para mim indicar um disco dos CAN é demasiado redutor. Qualquer disco dos CAN é um laboratório de ideias sonoras, pelo que qualquer disco é diferente do outro. Tenho alguma dificuldade em saber qual o melhor entre os melhores, mas sempre gostei do Tago Mago.

 

Pronto, para a próxima levam com Motorhead e Carlos Zíngaro!!!

publicado por rolandoa às 18:02
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6 comentários:
De nelio a 14 de Julho de 2008 às 16:29
Viva.
Os CAN não são de consumo fácil. Por isso não foram tão grandes em termos comerciais como Dee Purple, Pink Floyd e outros. De CAN tenho o referido Tago Mago e ainda Ege Bamyasi, em edição remasterizada de 2004. Estão a rodar hoje no leitor.
SUICIDE só conheci nos anos mais recentes e gosto do som do duo. Never Mind the Bollocks continua a ser o único disco que tenho dos SEX PISTOLS...

Saudações.
De rolandoa a 14 de Julho de 2008 às 22:04
Sim, Julian Cope baptizou o rock quase político e psicadélico de 70 alemão como krautrock. Existe um livro inteiramente dedicado ao assunto. Ainda não li ou comprei esse livro, mas conheço algumas referências literárias ao género. Todo este movimento de bandas de rock alemãs, por sinal muito interessantes, passou mais à margem dos mitos mais consagrados. Uma das características mais apelativas do krautrock é precisamente a versatilidade sonora.
Dos Suicide ou Sex Pistols também não vale a pena conhecer muito mais para além desses dois títulos. Os Suicide continuam activos, mas com discos menores, na minha opinião, apesar de valer a pena espreitar alguns discos de Alan Vega a solo. Os sex pistols valem pela atitude irreverente e, num disco apenas, conseguiram canções fortes. Vale a pena talvez ouvir a versão de my way de Sinatra cantada por Sid Vicious e vale mesmo a pena seguir com atenção a obra dos PIL, a banda de Johnny Lydon após o desaparecimento dos Pistols.
abraço
De renato martins a 26 de Setembro de 2008 às 18:55
Boas,

Costumam de facto colocar este album dos CAN como alto expoente do Kraut Rock mas nunca concordei muito. Acho-o uma serie de sons desarticulados. Tenta ser espontaneo mas da para o torto. Experimentem os tangerine dream ou os ash ra tempel, Conrad Shnitzler ou os Faust (que já vi ao vivo na casa da musica). O Kraut Rock é etéreo, e bebe isso de uma pequena parcela do rock progressivo da europa não-alemã. Os CAN parecem-me estar afastados disto.

abraço
De rolandoa a 26 de Setembro de 2008 às 19:17
Bem, diria antes que os próprios Can são, a par com os Faust, das bandas mais referidas do Krautrock. Os Ash Ra Temple tiveram menos expressão. Os Can tiveram muitas fases musicais e ideológicas. Por exemplo, em plena guerra do vietname, adoptaram um vocalista vietnamita. Mas nesta altura era mais ou menos certo que o rock expressava ideologia. Musicalmente gosto mais dos Faust do que os Can, mas os Can são mais versáteis, daí talvez que hoje em dia sejam mais referenciados que os Faust por bandas tão diversas quanto os Stereolab ou os Sonic Youth. Já agora deixo-te aqui um link para pesquisares mais uns discos. Tem coisas boas: http://krautlands.wordpress.com/
abraço
De rafael amorim a 5 de Janeiro de 2010 às 14:06
http://estereopositivo.blogspot.com/2010/01/krautrock-bbc-4.html. Dos Can ficara para sempre a memoria da versão da musica "more" feita pelos reporter estrabico. abraço
De rolandoa a 6 de Janeiro de 2010 às 13:41
olá Rafael,
infelizmente tenho este blog parado. Não tenho tempo para lhe dedicar. mas gostei da tua visita
abraço

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